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Fique por Dentro |
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INDIGNAÇÃO OU REVOLTA? |
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Eu não sei me revolto ou fico
indignado com o que ando ouvindo! Um
acidente ocorrido no Brasil. Uma aeronave
brasileira, com 154 brasileiros a bordo,
aparentemente (porque ainda não foi provado) choca-se no ar com um jato comercial
de uma empresa americana, pilotado por pilotos
americanos. Antes mesmo de ser ter um relatório
OFICIAL, cidadãos dos Estados Unidos já começam a falar mal
do Brasil, do controle de tráfego aéreo na
Amazônia, e de defeito num produto do avião fabricado no
Brasil. É lamentável ver um jornalista da
“categoria” de Joe Sharkey falar uma besteira de
tão alto nível nas emissoras de televisão
americanas. Como um jornalista, que não é
especialista no assunto, o controle de tráfego
aéreo brasileiro, pode chegar e divulgar tão
descabida conclusão sobre algo que ele nem
conhece? Como pode essa pessoa, de nacionalidade
americana, falar que o controle de tráfego aéreo
brasileiro é muito ruim? Será que ele já foi
contatado por cidadãos do governo americano para começar a
jogar sujeira no ventilador, com o claro objetivo
de deixar no ar a dúvida sobre a responsabilidade
dos pilotos americanos, colocando assim na mente
dos cidadãos americanos que a culpa
é dos brasileiros? Como pode uma empresa de táxi
aéreo americana como a ExcelAire, afirmar que o
problema pode ter sido ocasionado pelo defeito em
alguma peça do avião fabricado no Brasil, pela
Embraer? Pior ainda, como pode um jornal, o The
New York Times, que se diz feito por
“profissionais”, publicar algo tão absurdo em suas
páginas, dizendo que o problema no acidente pode
ter sido causado por um defeito no transponder
colocado no avião brasileiro? Inimaginável ouvir
tantas palhaçadas na imprensa americana sobre um
fato que AINDA não foi esclarecido.
Nosso governo, na figura do
nosso presidente Lula, nada fez para rebater
as mentiras faladas por cidadãos dos Estados Unidos em
seus meios de comunicação, assim como também
nada fez para rebater a vergonhosa imposição
feita pelo nosso país vizinho, sobre o gás
produzido pela Petrobrás fora do Brasil,
naquele país ali do lado. Não, nada fez,
abaixou as calças e ficou por isso mesmo.
Como podemos ouvir tantas besteiras ditas
por profissionais que se dizem respeitados,
se nem sabem do que estão falando? Como
podemos ficar calados quando antes mesmo de
existir um relatório oficial, a imprensa
americana já começa o seu famoso jogo de
difamar as outras pessoas e os outros
governos? Nosso ministro sabiamente já
repudiou a afirmação do jornalista
americano, mas e as outras afirmações, como
ficam? Não temos direito de resposta, não
temos direito de exigir uma retração pública
destas afirmações mentirosas? Nosso governo
que fique atento, que acompanhe de perto a
análise da investigação das caixas
pretas encontradas do vôo da Gol, e que
foram enviadas para a empresa Boeing no
Canadá, por que se não, eles, alguns
desses
americanos, poderão até tentar modificar o seu
conteúdo com o intuito de defender seus
cidadãos, pilotos americanos que podem
(digo: podem) ser
verdadeiros assassinos de 154 brasileiros.
Tomara que não, que tudo não tenha passado
de um terrível e lamentável acidente. Mas se
forem culpados, que paguem pelos seus
crimes, como nossos brasileiros que pagam
nas cadeias americanas ao entrar
clandestinamente lá.
Nós já vimos do que alguns
cidadãos dos
Estados Unidos são capazes. Lembram-se do
caso do piloto americano que fez um sinal
ofensivo às autoridades brasileiras, a
Polícia federal? No que deu? Você se lembra?
Ele foi libertado sem nem um pedido de
desculpas. Experimente fazer isso lá! Você
vai ficar preso o resto da vida. O que se
pode esperar de alguns cidadãos de um país onde seus
governantes aprovam uma lei para torturas,
contra todos os tratados mundiais que
reprovam esse ato? O que podemos esperar de
alguns cidadãos de um país onde seus próprios governantes
podem ter conspirado para matar
seu presidente, no intuito de atingir seus
objetivos de guerrilhas? O que esperar de
alguns cidadãos de um país que pode ter criado
uma guerra, apenas com o objetivo de invadir
outro, e tomar conta de seu governo e de
suas reservas petrolíferas? O que esperar de
alguns cidadãos de um país que pode ter inventado acusações contra
presidentes de outros países apenas para
poder derrubá-lo? Viram as reportagens de
especialistas sobre os atentados de 11 de
setembro? Muitos deles, americanos,
acreditam que tudo não passou de uma grande
armação do governo para criar motivos
suficientes para invasões militares
realizadas depois em um outro país. Alguns
especialistas afirmam que as torres do World
Trade Center foram implodidas com
explosivos, e que os atentados foram
financiados pelo próprio governo Americano.
E o avião que supostamente caiu no
Pentágono? Onde foram parar os destroços? E
os restos do jato que caiu no meio do mato,
o famoso vôo 93 da United? Onde estão os
restos da aeronave? Nada foi encontrado.
Lembram-se do pouso na Lua, onde até mesmo
os próprios americanos acham que foi tudo
uma armação do governo, para assim ganhar a
corrida espacial contra a Rússia?
Imagine agora, um país, os
Estados Unidos, com governantes capazes de
aprovar uma lei para torturar pessoas em
cadeias, mesmo contra todos os tratados
mundiais contra. Um país, os Estados Unidos,
capaz de não assinar um tratado mundial de
redução de emissão de gases poluentes na
atmosfera, mesmo quando todos os outros
países já fizeram isso. Um presidente, o dos
Estados Unidos, que rasga esse tratado, já
assinado por um presidente anterior. Um
país, os Estados Unidos, com governantes
que podem ter sido responsáveis em matar seus próprios cidadãos,
inventado atentados terroristas apenas para
criar uma guerrinha particular. Um país, os
Estados Unidos, que antes mesmo de saber o
resultado de investigações oficiais sobre um
acidente aéreo em outro país, já calunia
autoridades, produtos e empresas do Brasil.
Um país, os Estados Unidos, que exige e cria
regras para que se entre nas suas
fronteiras, como a nova lei para prevenir o
terrorismo, exigida por esta nação na
Europa, para vigiar cidadãos europeus que se
dirigem para lá, mas que seus cidadãos podem
ir e vir livremente a todos os lugares, e ofender autoridades de outros países sem que
nenhuma culpa seja infringida sobre essas
pessoas. Pior, um país que barra crianças
brasileiras de entrarem lá, em passeio a um
parque temático, sem nenhum motivo lógico. Um
país, os Estados Unidos, que proíbe que
outros países tenham e fabriquem armamento
nuclear, quando ele mesmo fabrica e tem
armas em quantidade suficiente para destruir
o planeta mais de cem vezes. Um país, os
Estados Unidos, que não revela o conteúdo de
uma simples fórmula de refrigerante, a
Coca-Cola, usuária de cocaína, o que o torna o maior importador oficial da droga em
todo o mundo, mas que exige saber de
qualquer forma, detalhes técnicos das
descobertas técnicas do nosso país, sobre
enriquecimento de urânio, nas Usinas
Nucleares do Brasil. Nós sabemos que nossas
usinas são de uso estritamente pacífico, mas
sob argumentos equivocados, eles exigiram
conhecer nossas técnicas, alegando como
sempre, razões descabidas.
O que esperar agora? Não
tenho dúvidas, em nenhum momento, de que, os
Estados Unidos levarão seus pilotos de volta
para casa, mesmo que seja atribuída a eles a
culpa pelo gravíssimo acidente aéreo, o
maior em nosso país. Não tenho dúvida, de
que, mais uma vez, o nosso medíocre
presidente não fará nada para culpar e
condenar os responsáveis. Não tenho dúvidas,
de que, os Estados Unidos mais uma vez farão
o que sabem fazer de melhor, que é impor a
todos os seus argumentos e vontades, mesmo
que sem razão, para levar para casa,
possíveis criminosos. Nós, como responsáveis
que somos não acusaremos ninguém,
esperaremos ansiosos o relatório final das
investigações sobre o trágico acidente, mas
não nos calaremos quanto a injustiças e
golpes baixos que possam acontecer contra a
nossa pátria. Não seremos omissos sobre os
fatos, assim como nosso presidente sempre o
foi. Como filho de militar da Aeronáutica,
tenho certeza de que nossos oficiais são
portadores de inteligência, e de
conhecimento amplo sobre as regras de
tráfego aéreo. Eles serão precisos em suas
conclusões, àquelas as quais deverão ser as
únicas respeitadas e publicadas sobre o
fato, deixando-se de lado matérias
irresponsáveis de meios de comunicação de
outros países, que não sabem do que estão
falando, e pior, especulando. Devemos desde
já colocar também em nossos jornais e
televisão, apenas os pronunciamentos das
autoridades oficiais responsáveis pelas
investigações, e deixar de lado meras
suposições sobre o que realmente aconteceu
naquele triste dia às 17 horas. Devemos
defender nosso país, nossas empresas e
nossos cidadãos, coisas que parecem não
interessar muito ao nosso presidente. Não
podemos nos calar, pois se isso acontecer,
nosso país poderá ser em um futuro negro não
muito distante, divido em pedacinhos a
critério de países que se dizem do primeiro
mundo. Já não querem dividir a Amazônia? Já
não disseram que ela deveria ser considerada
patrimônio da humanidade, e não um
território brasileiro? Não temos culpa dos
outros países
destruírem o que está em seus territórios,
de não se importarem com sua vegetação, com
seus campos, com sua fauna e flora, mas não
podemos de forma alguma, deixar que tomem
conta do que é nosso. Afinal de contas,
somos ou não somos uma Pátria? Não se
esqueçam de que outros países já levaram
plantas e espécimes do nosso país, e
patentearam lá fora, retirando do nosso
território e do nosso povo o direito de
explorá-las como nossas. Políticos
americanos já querem até
que a chefe de estado Condolissa
Rice venha ao Brasil resgatar os dois
pilotos.
Espero, torço e rezo para
que todos os países se unam com um único
objetivo, o de garantir regras, leis,
julgamento e punição igual para todos,
atendendo assim ao bem estar e a igualdade,
não só dos Estados Unidos, mas de um único
povo, o povo que vive neste grande país
chamado Planeta Terra. Por: Cesar Kos
PS: Hoje à noite, depois
de publicar esta matéria, em reportagens no
Brasil, ouvimos algumas informações de que,
pessoas sensatas americanas declararam
confiar e elogiaram as autoridades
brasileiras, tendo certeza de que tudo será
feito como deve ser feito. Que bom! Vamos
torcer para que tudo continue assim, e que
essas sejam as únicas opiniões
divulgadas. Ou confiamos nas nossas
autoridades e na lei que rege todos os
fundamentos da nossa vida, ou... |
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A MATÉRIA COMPLETA DE JOE
SHARKEY |
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03/10/2006 - Bem acima da Amazônia, uma
batida e um céu vazio.
Joe Sharkey em São José dos Campos, Brasil.
Era um vôo confortável, rotineiro.
Com o quebra-sol da janela fechado, eu estava
descansando em meu assento de couro a bordo de um jato
executivo de US$ 25 milhões, voando a mais de 11 mil
metros acima da vasta floresta tropical Amazônica. Cada
um dos sete a bordo do jato para 13 passageiros estava
na sua.
Sem aviso, eu senti um solavanco e ouvi uma forte
batida, seguida por um silêncio assustador, exceto pelo
zunido dos motores.
E então vieram as três palavras que nunca esquecerei.
"Fomos atingidos", disse Henry Yandle, um outro
passageiro que estava em pé no corredor perto da cabine
do jato Legacy 600 da Embraer.
"Atingidos? Pelo quê?" me perguntei. Eu levantei o
quebra-sol. O céu estava claro; o sol baixo no céu. A
floresta tropical parecia não acabar mais. Mas lá, na
extremidade da asa, se encontrava uma aresta dentada,
talvez de 30 centímetros de altura, onde uma winglet
(ponta da asa) de 1,5 metro devia estar.
E assim começaram os mais angustiantes 30 minutos da
minha vida. Me diriam várias vezes nos dias seguintes
que ninguém jamais sobreviveu a uma colisão no ar. Eu
tinha sorte de estar vivo - e apenas posteriormente é
que tomaria conhecimento de que 155 pessoas, a bordo do
Boeing 737 em um vôo doméstico que aparentemente se
chocou conosco, não estavam.
Os investigadores ainda estão tentando descobrir o que
aconteceu, e como - por algum milagre - nosso jato menor
conseguiu se manter no ar enquanto o 737 que era mais
longo, mais largo e três vezes mais pesado caiu do céu
verticalmente.
Mas às 15h59 da tarde da última sexta-feira, tudo o que
pude ver, tudo o que sabia, era que parte da asa tinha
sido perdida. E estava claro que a situação piorava
rapidamente. A borda da asa estava perdendo rebites e
começando a se desfazer.
Surpreendentemente, ninguém entrou em pânico. Os pilotos
calmamente começaram a estudar seus controles e mapas em
busca de sinais de um aeroporto próximo ou, pela janela,
um lugar para pousar.
Mas à medida que os minutos passavam, o avião continuava
a perder velocidade. Àquela altura todos nós sabíamos
que a situação era grave. Eu me perguntava quão dolorida
seria uma aterissagem - um termo otimista para queda.
Eu pensei na minha família. Não havia sentido em tentar
telefonar com meu celular - não havia sinal. E à medida
que nossas esperanças diminuíam, alguns de nós
escreveram bilhetes para esposas e entes queridos e os
colocaram nas carteiras, na esperança de serem
encontrados posteriormente.
Eu estava concentrado em notas diferentes quando o vôo
teve início. Eu escrevo semanalmente a coluna "On the
Road" para a seção de viagem de negócios do "New York
Times", publicada às terças-feiras, há sete anos. Mas eu
estava no Embraer 600 para um artigo freelance para a
revista "Business Jet Travel".
Os demais passageiros incluíam executivos da Embraer e
de uma empresa de vôos charter chamada ExcelAire, a nova
dona do jato. David Rimmer, o vice-presidente sênior da
ExcelAire, me convidou para pegar uma carona para casa
no jato que sua empresa tinha acabado de adquirir na
sede da Embraer aqui.
E a viagem até então tinha sido boa. Minutos antes da
colisão, eu fui até a cabine para conversar com os
pilotos, que disseram que o avião estava voando
perfeitamente. Eu li o mostrador que apontava nossa
altitude: 37 mil pés (11.277 metros).
Então o choque, que também arrancou parte da cauda de
nosso avião.
Imediatamente após, não houve muita conversa.
Rimmer, um homem grande, estava debruçado no corredor à
minha frente olhando pela janela para a asa danificada.
"Quão ruim ela está?" eu perguntei.
Ele se voltou para mim com olhar firme e disse: "Eu não
sei".
Eu vi a linguagem corporal dos dois pilotos. Eles
pareciam soldados de infantaria trabalhando em uma
situação difícil, como foram treinados a fazer.
Nos 25 minutos seguintes, os pilotos, Joe Lepore e Jan
Paladino, analisaram seus instrumentos à procura de um
aeroporto. Nada aparecia.
Eles enviaram um pedido de socorro, que foi recebido por
uma avião de carga em alguma parte da região. Não houve
contato com nenhum outro avião e certamente não com um
737 no mesmo espaço aéreo.
Lepore então avistou uma pista em meio à mata escura.
"Eu consigo ver um aeroporto", ele disse.
Eles tentaram contatar a torre de controle, que era de
uma base militar escondida Amazônia adentro. Ele fizeram
uma curva acentuada para reduzir a pressão na asa.
Enquanto se aproximavam da pista, eles receberam o
primeiro contato do controle de tráfego aéreo.
"Nós não sabíamos qual era a extensão da pista ou se
tinha algo nela", disse Paladino posteriormente, naquela
noite na base do Cachimbo na floresta.
A descida foi brusca e rápida. Eu assisti os pilotos
lutarem com a aeronave porque muitos dos controles
automáticos tinham se perdido. Eles conseguiram parar o
avião restando ainda um bocado de pista. Nós cambaleamos
para a saída.
"Bela pilotagem", eu disse aos pilotos ao passar por
eles. Na verdade, eu inseri uma palavra impublicável
entre "bela" e "pilotagem".
"Ao seu dispor", disse Paladino com um sorriso nervoso.
Posteriormente naquela noite, eles nos serviram cerveja
gelada e comida na base militar. Nós especulamos
interminavelmente sobre o que causou o impacto. Um balão
meteorológico desgarrado? Um caça militar cujo piloto
ejetou? Um avião nas proximidades que explodiu, lançado
destroços contra nós?
Seja qual fosse a causa, ficou claro que estivemos
envolvidos em uma colisão no ar da qual nenhum de nós
devia ter sobrevivido.
Em um momento de humor negro no quartel onde
dormiríamos, eu disse: "Talvez a gente esteja realmente
morto e isto seja o inferno -revivendo papos furados de
faculdade com uma lata de cerveja pela eternidade".
Por volta das 19h30, Dan Bachmann, um executivo da
Embraer e o único entre nós que falava português, veio à
mesa na sala com notícias do escritório do comandante.
Um Boeing 737 com 155 pessoas a bordo tinha desaparecido
no local onde fomos atingidos.
Antes daquele momento, nós todos estávamos brincando e
rindo do apuro do qual escapamos. Nós éramos os 7 da
Amazônia, vivendo agora um tempo precioso que não mais
nos pertencia, mas que de alguma forma tínhamos
adquirido. Nós nos encontraríamos anualmente para narrar
que uso fizemos deste tempo.
Em vez disso, naquele momento nós baixamos nossas
cabeças em um longo momento de silêncio, com o som de
lágrimas abafadas.
Ambos os pilotos, com extensa experiência em jatos
executivos, ficaram abalados com a situação. "Se alguém
devia ter caído deveria ter sido nós", ficava repetindo
Lepore, 42 anos, de Bay Shore, Nova York.
Paladino, 34 anos, de Westhampton, Nova York, mal
conseguia falar. "Eu estou tentando digerir a perda de
todas aquelas pessoas. Está realmente começando a doer",
ele disse.
Yandle lhe disse: "Vocês são heróis. Vocês salvaram
nossas vidas". Eles sorriram de forma abatida. Estava
claro que o peso de tudo aquilo permaneceria com eles
para sempre.
No dia seguinte, a base estava repleta de autoridades
brasileiras investigando o acidente e dirigindo as
operações de busca pelo 737, que um oficial me disse que
se encontrava em uma área a menos de 160 quilômetros ao
sul de onde estávamos, mas cujo acesso só era possível
abrindo densa mata à mão.
Nós também tivemos acesso ao nosso avião, que estava
sendo estudado minuciosamente pelos inspetores. Ralph
Michielli, vice-presidente de manutenção da ExcelAire e
um passageiro do vôo, me levou em um elevador para ver o
dano na asa perto da winglet partida.
Um painel perto da borda da asa estava separado em mais
de 30 centímetros. Manchas escuras perto da fuselagem
mostravam que combustível tinha vazado. Partes do
estabilizador horizontal na cauda foram esmagadas, um
pedaço pequeno estava faltando no elevador esquerdo.
Um inspetor militar brasileiro ao lado me surpreendeu
com sua disposição de conversar, apesar das limitações
da conversa devido ao seu fraco inglês e meu português
inexistente.
Ele especulava sobre o que tinha acontecido, mas foi
isto o que ele disse: ambos os aviões estavam,
inexplicavelmente, na mesma altitude e no mesmo espaço
no céu. Os pilotos do 737 a caminho do sudeste avistaram
nosso Legacy 600, que estava voando para noroeste rumo a
Manaus, e fizeram uma manobra evasiva frenética. A asa
do 737 -se precipitando no espaço entre nossa asa e a
cauda alta, nos atingiu duas vezes, e o avião maior
mergulhou em sua espiral fatal.
Soava como uma situação impossível, reconheceu o
inspetor. "Mas eu acho que foi isto o que aconteceu",
ele disse. Apesar de ninguém ainda ter dito ao certo
como o acidente ocorreu, três outros oficiais
brasileiros me disseram que foram informados que ambos
os aviões estavam na mesma altitude.
Por que eu - o passageiro mais próximo do impacto - não
ouvi nenhum som, nenhum barulho de um grande 737?
Eu perguntei a Jeirgen Prust, o piloto de teste da
Embraer. Isto ocorreu no dia seguinte, quando fomos
transferidos da base em uma aeronave militar para a sede
da polícia em Cuiabá. Foi lá que as autoridades
estabeleceram a jurisdição e onde pilotos e passageiros
do Legacy 600, incluindo eu, seríamos interrogados até o
amanhecer por um intenso comandante da polícia e seus
tradutores.
Prust pegou uma calculadora e digitou, imaginando o
tempo disponível para ouvir o barulho de um jato vindo
na direção de outro jato, cada um voando a mais de 800
km/h em direções opostas. Ele me mostrou os números. "É
bem menos do que uma fração de segundo", ele disse.
Ambos olhamos para os pilotos desabados nos sofás do
outro lado da sala.
"Eles e aquele avião salvaram nossas vidas", eu disse.
"Segundo meus cálculos", ele concordou.
Eu posteriormente pensei que talvez o piloto do avião
comercial brasileiro tenha salvo nossas vidas, devido ao
seu reflexo rápido. Pena que seus próprios passageiros
não poderiam dizer o mesmo.
Na sede da polícia, nós fomos obrigados a escrever em
uma folha de papel nossos nomes, endereços, datas de
nascimento, ocupações e escolaridade, além do nome de
nossos pais. Também fomos obrigados a passar por um
exame com um médico de cabelo comprido, que vestia uma
avental que chegava quase à sua canela. Nós fomos
obrigados a nos despir até a cintura para fotografias de
frente e costas.
Isto, explicou o médico, cujo nome eu não entendi mas
que se descreveu como um "médico perito", era para
provar que não tínhamos sido torturados.
O humor negro voltou apesar de nossas tentativas de
contê-lo.
"Este sujeito é um legista", me explicou Yandle
posteriormente, "eu acho que isto significa que nós
estamos realmente mortos".
Mas os risos agora desapareceram, ao nos lembrarmos
constantemente dos corpos ainda não recuperados na
selva, e como suas vidas e as nossas se cruzaram,
literal e metaforicamente, por uma terrível fração de
segundo.
Tradução: George El Khouri Andolfato |
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A HISTÓRIA DE "MULHERES
DE AREIA" |
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O jovem Marcos Assunção está
de volta à cidade litorânea de Pontal
D'Areia para auxiliar nos negócios da
família. O rapaz conhece e se apaixona pela
doce Ruth, filha de uma família de pobres
pescadores, mas acaba envolvido por Rachel,
a irmã gêmea de Ruth. As irmãs são gêmeas
idênticas, mas de personalidades opostas.
Enquanto Ruth ama de verdade Marcos, Rachel
ambiciona sua posição e fortuna, e mantem o
seu relacionamento amoroso com Wanderley, um
mau-caráter. Quem percebe tudo isso é o
doente mental Tonho da Lua, famoso por
esculpir mulheres nas areias da praia, o
protegido de Ruth, e que sofre com a
perseguição e maldades de Rachel. Mas Rachel
tem que enfrentar Virgílio Assunção, o pai
de Marcos, que não aceita o namoro. Virgílo,
um homem prepotente e inescrupuloso, é o
vice-prefeito e dono do maior hotel da
cidade. Seu sonho é fazer de Pontal D'Areia
um centro turístico, mas tem que lidar com o
prefeito da cidade, o ambientalista Breno,
que proibe banhos de mar ante à poluição
perigosa. A população da cidade fica
dividida, e Breno tem uma forte aliada,
Tônia, uma comerciante local. Para
desmoralizar Breno, Virgílio põe espantalhos
nas praias, simbolizando o prefeito que
assusta os turistas. Mas Virgílio também tem
que enfrentar problemas dentro de sua casa.
Malu, a filha rebelde, o culpa pela morte do
noivo, e vive a provocá-lo. Até que a moça
conhece o vaqueiro Alaôr, um homem rude, e
muda o seu alvo. Alaôr tenta a todo custo
domar as impetuosidades de Malu. Enquanto
isso, Ruth sofre calada com o casamento da
irmã Rachel, mesmo sabendo que ela está com
Marcos só por interesse. A história tem uma
reviravolta quando Rachel é dada como morta
e Ruth assume a sua personalidade, para
ficar ao lado do homem que ama. Mas Rachel
não morreu, e planeja a sua volta e a
vingança contra a irmã que tomou o seu
lugar. VER A PÁGINA
DA NOVELA:
Mulheres de Areia |
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A HISTÓRIA DE "BRAVA
GENTE" |
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Novela da Globo - de 26 a 29
de dezembro de 2000 e a partir de 27 de
março de 2001 - 53 episódios - Adaptações de
contos e peças nacionais ou internacionais,
assinadas por diferentes roteiristas e
diretores e interpretados por um elenco
variado, com produção do Núcleo Guel Arraes,
que retomam a linha evolutiva dos Casos
Especiais. Em dezembro de 2000 o Brava Gente
estreou como especial de fim de ano, em oito
episódios exibidos em quatro dias. A partir
de março de 2001, passou a fazer parte da
grade de programação da Rede Globo, indo ao
ar às terças-feiras, em episódios de 30
minutos de duração. A marca registrada do
programa é a diversidade de gêneros,
assegurada pelo estilo de cada diretor.
Jorge Fernando, por exemplo, lançou mão de
sua experiência no humorístico Sai de Baixo
e gravou cenas de comédia assistidas por uma
platéia, em Um Edfício Chamado 200. Kátia
Lund e Fernando Meirelles filmaram em
película Palace II, capítulo do livro Cidade
de Deus, de Paulo Lins. O episódio, em clima
de denúncia social, foi ampliado e ganhou
versão para o cinema marcada pelo sucesso
internacional. Na segunda temporada do
programa, que começou em março de 2001, a
produção passou a ser dividida entre os
núcleos Guel Arraes e Jayme Monjardim.
Profissionais e produtores de cinema e vídeo
também participaram de alguns episódios,
como Lira Paulistana, com direção de Cláudio
Torres, da Conspiração Filmes, e Dia de
Visita, com produção da Casa de Cinema, de
Porto Alegre. Prestando uma homenagem ao
aniversário do dramaturgo Nelson Rodrigues,
que se estivesse vivo completaria 90 anos, o
Brava Gente exibiu nos dias 30 de julho, 6 e
13 de agosto de 2002, três episódios
adaptados de contos seus: O Primeiro Pecado,
Diabólica e Cachorro. Entre 26/11 e
17/12/2002, o Brava Gente apresentou a série
Pastores da Noite, baseada na obra de Jorge
Amado. Dividida em quatro episódios, o
programa fez parte da programação especial
de fim de ano da Globo. Não confundir com o
seriado Brava Gente produzido pelo SBT em
1996. |
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A HISTÓRIA DE "O
CAFONA" |
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Novela da Globo - 22h - de 24 de março a
29 de outubro de 1971 - 183 capítulos - novela de
Bráulio Pedroso - direção de Daniel Filho e Wálter
Campos - Sinopse: Gilberto Athayde, um viúvo simples e
rude, fez fortuna com uma vendinha de subúrbio que se
transformou numa cadeia de supermercados. Mas continuou
sendo o homem do povo que sempre foi. Só que agora a
grã-finagem disputa sua amizade em função do seu
dinheiro. De um lado está Fred da Silva Barros, um
milionário falido que há anos tenta concluir a
construção do hotel Bela Vista, seu maior investimento e
que consumiu quase toda sua fortuna. O empresário tenta
empurrar a filha, Malu, para os braços de Gilberto. Do
outro lado está a dama da alta sociedade, Beatriz, que
apaixona-se pelo cafona milionário e tenta ensinar-lhe
boas maneiras. Beatriz é uma mulher madura, desquitada
do industrial Gastão Monteiro, preocupada exclusivamente
em posar para as capas de revistas como uma das dez mais
elegantes das colunas sociais. Do outro lado da
história, as curiosas figuras de Rogério, Cacá, Julinho
e Lúcia Esparadrapo, liderados pelo guru das praias
cariocas: o Profeta. Os jovens cineastas querem fazer o
filme "Matou o Marido e Prevaricou com o Cadáver". E
unindo os dois mundos está Shirley Sexy, a secretária de
Gilberto, eternamente apaixonada pelo patrão, que ela
chama carinhosamente de Gigi. Shirley mora numa
república hippie em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, e é
escolhida para ser a estrela do filme. |
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A HISTÓRIA DE "BAILA
COMIGO" |
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Globo - 20h - de 16 de março
a 26 de setembro de 1981 - 163 capítulos -
novela de Manoel Carlos - direção de Roberto
Talma e Paulo Ubiratan - direção geral de
Roberto Talma - Helena deu a luz a meninos
gêmeos, mas não pôde criá-los ao lado do
pai, Joaquim Gama. Entregou um deles a Quim
e criou o outro com seu marido, o médico
Plínio Miranda. Os gêmeos idênticos, João
Victor e Quinzinho, cresceram sem que um
soubesse da existência do outro. João
Victor, um rapaz sério e dedicado aos
negócios da família, foi morar em Portugal
com o pai, um rico empresário, casado com
Marta, uma mulher fútil e orgulhosa.
Quinzinho, de temperamento completamente
oposto ao do irmão, trabalha num banco e
leva uma vida simples ao lado da mãe Helena,
uma mulher sofrida e batalhadora, e do
suposto pai, Plínio, agora médico
aposentado. A saúde de Quim obriga a família
Gama a retornar ao Brasil e faz com que o
empresário se interesse pelo paradeiro de
seu outro filho, para o desespero de Helena,
que se sente culpada por ter abandonado João
Victor, e por nunca ter revelado a Quinzinho
que ele tinha um irmão. Enquanto mentiras
impossibilitam a aproximação dos gêmeos,
algumas confusões ocorrem devido à
semelhança entre os dois. |
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Topo |
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A HISTÓRIA DE "VAMP" |
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Título: Vamp, Horário: 19:00, Data
de estréia: 15/07/1991, Canal: Rede Globo, Tipo de
programa: Novela, Autoria: Antônio Calmon, Co-Autoria:
Tiago Santiago, Vinícius Vianna, Lilian Garcia,
Direção: Fábio Sabag, Jorge Fernando, Manguinha,
Direção Geral: Jorge Fernando. Sinopse: Jonas
Rocha, um capitão reformado e pai de seis filhos,
conhece Carmen Maura, uma historiadora viúva que
também tem seis filhos. A união dos dois cria uma
família numerosa e divertida que tem um inimigo
comum: os vampiros da cidade. Natasha é um destes
vampiros. Ela vendeu sua alma ao terrível Conde
Vladimir Polanski ter sucesso como cantora de
rock. Em suas vidas passadas, Jonas e Natasha eram
Rocha e Eugênia, um casal apaixonado. Revoltado
com esta história, o conde passa a perseguir
Natasha e a família do capitão. Também em Armação
dos Anjos, moram o vampiro Matoso (pai de
Matosinho e Matosão), Jurandir, um bandido que
assaltou um gângster por engano e se disfarçou de
padre. |
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A HISTÓRIA DE "ROQUE
SANTEIRO" |
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Título: Roque Santeiro, Horário: 20:00, Data
de estréia: 24/06/1985, Canal: Rede Globo, Tipo de
programa: Novela, Autoria: Aguinaldo Silva, Dias
Gomes, Co-Autoria: Aguinaldo Silva, Colaboração:
Marcílio Moraes, Direção: Gonzaga Blota, Jayme
Monjardim, Marcos Paulo, Paulo Ubiratan. Sinopse:
Luís Roque Duarte, conhecido como Roque Santeiro
por sua habilidade em modelar santos, morre ao
defender a população de Asa Branca do bandido
Navalhada. Santificado pelo povo por este ato,
Roque reaparece na cidade para pôr um fim ao mito
criado sobre a sua história. A presença do "morto"
leva ao desespero o padre Hipólito, o prefeito
Florindo Abelha e o comerciante Zé das Medalhas,
principal explorador da imagem do santo. O mais
preocupado é Sinhozinho Malta, poderoso fazendeiro
da região, que vê ameaçado seu romance com a Viúva
Porcina. Esta sustentou durante anos uma mentira
criada por Sinhozinho de que ela teria sido casada
com o santo. Para piorar, Roque fica hospedado na
casa dela, despertando o desejo da viúva. |
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A HISTÓRIA DE "RAINHA DA
SUCATA" |
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Título: Rainha da sucata,
Horário: 20:00, Data de estréia: 02/04/1990,
Canal do Programa: Rede Globo, Tipo de
programa: Novela, Autoria: Alcides Nogueira,
Sílvio de Abreu, Direção: Jorge Fernando,
Direção Geral: Jorge Fernando.
Sinopse: Maria do Carmo transformou o
trabalho com ferro-velho em fortuna,
trocando uma infância pobre por uma carreira
de sucesso. Seu dinheiro atrai Edu, filho de
uma família milionária falida, que a
desprezava no passado. Eles se casam,
despertando o ódio da madrasta de Edu,
Laurinha Figueroa, que é apaixonada pelo
enteado. Os problemas de Maria do Carmo não
param por aí. Seu assistente Renato Maia
revela ser um trambiqueiro e a posse do
prédio onde funcionam os negócios da
empresária é na verdade propriedade da
ambiciosa Dona Armênia, que deseja colocar
tudo "na chón".
Elenco: Aldine Muller - Ângela, André Felipe
Mauro - Maneco, Andréa Beltrão - Ingrid de
Bresson, Antônio Fagundes - Caio Szymanski,
Aracy Balabanian - Dona Armênia, Claudia
Ohana - Paula, Cleyde Yáconis - Isabelle de
Bresson, Cláudia Raia - Adriana Ross, etc. |
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A HISTÓRIA DE "FLORIBELLA" |
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Se a Cinderela fosse uma garota do
século 21, como ela se comportaria? Ao invés de
esfregar o chão, lavar quilos de roupas e esperar
pelo príncipe encantado, ela certamente estaria
brigando por um trabalho e por quem gosta, certo!
Assim é Flor, protagonista de Floribella. Como
qualquer moça de 19 anos, ela tem sonhos que, às
vezes, não consegue realizar facilmente. Mesmo
assim é o alto astral em pessoa. Alegre e
inteligente, mas ao mesmo tempo atrapalhada, não
se deixa abalar pelos obstáculos e com muita
música, dança e jogo de cintura, enfrenta os
desafios da vida.
Flor perdeu a mãe, Margarida Valente, muito nova e
passou a viver sozinha contando apenas com a ajuda
de Titina – que era a melhor amiga de sua mãe - e
seu filho Daniel, conhecido pelos amigos como
Batuca. Flor acredita que o marido da mãe, um
humilde marinheiro chamado Eduardo Miranda, é seu
pai, e espera que ele um dia volte do mar para
vê-la. O que ela não sabe é que seu verdadeiro pai
é Armando Bettencourt, um empresário muito rico e
importante falecido recentemente e que era casado
com a má e ambiciosa Malva. Armando também era pai
de Delfina e Sofia, filhas de Malva.
Quando Flor estava para nascer, Malva - sabendo do
romance do marido com Margarida - engravidou e,
por isso, Armando desistiu de Flor e sua mãe. Um
ano depois, Margarida casou-se com Eduardo e nunca
chegou a revelar à filha quem era seu verdadeiro
pai.
Assim, Flor é obrigada a ter vários empregos para
sobreviver. Graças a sua personalidade forte e
otimista, ela vence todos os obstáculos e só ganha
amigos. Durante o seu tempo livre, canta em um
grupo musical com Batuca e outros jovens do bairro
em que vive: Tati, Juju e Di Caprio.
Tudo vai bem, até o dia em que Flor é despejada da
pensão onde vive e é obrigada a encontrar com
urgência um novo lugar para morar. Se a vida fosse
como nos contos de fadas, este seria o momento em
que Flor iria para o palácio do príncipe
encantado, participaria de um baile e mudaria sua
vida para sempre.
Mas, nesta versão moderna da fábula da Cinderela,
Flor tem que gastar a sola do seu "sapatinho de
cristal", ou melhor, do seu tênis colorido, para
encontrar o seu "castelo". Que é, na verdade, a
mansão dos Fritzenwalden, no Rio de Janeiro, onde
ela arranja um trabalho. Lá ela passa a ser
assistente da governanta, a alemã Helga Beethoven.
Sua principal função é cuidar dos 6 irmãos com
idade entre 8 e 25 anos.
Os garotos são órfãos e o responsável pela família
é o mais velho, Frederico. Para tomar conta dos
irmãos e dos negócios da família, Fred foi
obrigado a abandonar os estudos na Alemanha e os
sonhos também. Transformou-se em um homem severo e
rígido, infeliz e resignado com seu destino.
Assim como o príncipe que encontrou o sapatinho de
cristal, a princesa e a felicidade, Fred
redescobre a alegria por causa de Flor. A vida dos
mais novos também muda radicalmente com a chegada
da moça. Principalmente quando descobrem que nas
horas vagas Flor canta num grupo musical e começam
a participar da banda sonhando com um futuro
diferente do que Frederico imaginou para eles.
Tudo se complica quando Malva, madrinha de
Frederico e viúva de Armando Bettencourt, fica
sabendo que o marido deixou toda a herança para
sua filha bastarda, Maria Flor. Então, Malva
decide eliminar Flor e casar Frederico de uma vez
por todas com sua filha mais velha, a bela e cruel
Delfina.
No estado emocional em que Frederico se encontra,
teria sido fácil para Malva alcançar seu objetivo,
mas sempre surge alguma coisa boa que muda o rumo
da história. É aí que aparece o amor no nosso
conto de fadas moderno. Flor apaixona-se por
Frederico e ele por ela. Agora é só acreditar que
os finais felizes não acontecem somente nos contos
de fadas. |
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A HISTÓRIA DE "PEQUENA
TRAVESSA" |
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A
Pequena Travessa é Júlia, apelido dado
carinhosamente a uma garota de cerca de 20
anos, a protagonista desta história. Orfã de
mãe, Júlia mora em um conjunto habitacional
com o pai, Rafael, e os irmãos mais novos,
Antônio e Daniel. Alegre, extrovertida,
inteligente e travessa, Júlia é muito
querida por todos, especialmente por dois
rapazes que cresceram com ela: Caio e
Fernando (Mercúrio).
Caio herdou do pai uma marcenaria, é um bom
garoto e se preocupa em ajudar as pessoas.
Mercúrio é ambicioso, sem escrúpulos e líder
de uma gangue, que vive envolvida com roubos
e tráfico. Os dois são apaixonados por ela.
Mas o coração de Júlia realmente balança
quando conhece Alberto, um jovem bonito,
rico, bom caráter e que acabou de se formar
em advocacia. Júlia e Alberto se conhecem em
um momento muito difícil: o pai de Júlia,
Rafael, foi atropelado e levado às pressas
para o hospital. Ela recebe a notícia que
seu pai ficou paraplégico. Mercúrio quer
falar com ela, mas a moça diz que quer ficar
sozinha. Ele insiste, Alberto aparece,
então, para livrá-la de Mercúrio. Nesse
momento, nasce um grande amor, mas nenhum
dos dois têm consciência ainda desse
sentimento tão forte.
Depois do susto com o atropelamento de
Rafael, Júlia decide trabalhar para
sustentar a família. Júlia encontra um
emprego que lhe é conveniente: office-boy na
loja Marcello Fantucci. Mas o dono quer um
rapaz para o serviço. Júlia tem a idéia de
se passar por homem. Ela se transforma e
volta à loja. A partir daí, Júlia vira
Júlio.
Júlia (como Júlio) começa a trabalhar na
loja. Um dia, tem que entregar uma encomenda
no escritório de George, um renomado
advogado, pai de Alberto. Júlia aproveita e
pede um emprego de recepcionista, diz que é
para sua irmã. Júlia passa a trabalhar pela
manhã no escritório de advocacia e, à tarde,
na loja de Marcello, como Júlio. Alberto e
Júlia se reencontram no escritório e, com a
convivência, começa um grande amor.
Débora, a namorada de Alberto, mantém um
caso secreto com Hugo. Com seu amante,
guarda um segredo: os dois são responsáveis
pelo atropelamento de Rafael. Apesar de não
gostar de Alberto, Débora faz de tudo para
se casar com ele. Só a união dos dois
poderia salvar a família de Débora da
falência. Maquiavélica, Débora finge estar
doente e obriga Alberto a se casar com ela.
Com Alberto casado, começa uma disputa pelo
amor de Júlia no conjunto habitacional. Caio
tenta conquistar seu amor e Mercúrio não dá
trégua, chegando até a violência. |
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A HISTÓRIA DE "A LUA ME
DISSE" |
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Dinheiro na mão é vendaval!
Conheça a história das famílias Benate e Bogari.
Dinheiro não é problema para nenhum membro da
família Bogari. Sócios do Banco Benate Bogari,
nunca passaram por dificuldades financeiras. A
principal representante da família é Geórgia
(Patrycia Travassos), cunhada de Ester Bogari
(Zezé Polessa). Rica desde que nasceu, Geórgia
sempre teve tudo o que quis. Pode-se dizer que ela
vive a vida intensamente. Faz tudo o que tem
vontade. Participou de todos os movimentos
políticos e culturais de sua geração, até que um
dia cansou da vida que levava. Casou-se com Ivan
Lago (Cláudio Marzo) e teve dois filhos, Pedro
(Rafael Paiva) e Sílvia (Guilhermina Guinle). No
entanto, o casamento e o cansaço da juventude
duraram o suficiente para o nascimento de seus
filhos. Em pouco tempo, Geórgia já estava de volta
à sua antiga vida. Ivan também não assumiu as
crianças, que acabaram sendo criadas por Memé
(Jacqueline Laurence), a governanta da família.
Hoje, pode-se dizer que Pedro e Sílvia são modelos
de eficiência e responsabilidade graças ao
trabalho de Memé. Por uma questão de
sobrevivência, passaram a se comportar como
adultos cedo demais. Trabalham no Banco da família
ao lado de Gustavo (Wagner Moura) e de Ester. Além
disso, têm a ingrata função de controlar os gastos
da mãe, que sempre peca pelo excesso. Exagera na
bebida, joga além da conta, pois para ela a vida é
uma festa móvel, que ela arrasta para onde vai.
Sempre acompanhada pelo amigo Samovar (Cássio
Scapin), uma espécie de bon-vivant, Geórgia não
percebe que ele é um grande aproveitador. Seus
filhos, ao contrário, sabem exatamente quem ele é.
Cuidam da mãe como se ela fosse uma criança, o que
faz com que a relação entre eles seja bastante
curiosa por causa da inversão de papéis. Esse
excesso de zelo pela mãe faz com que Pedro e
Sílvia sejam muito sérios e não tenham "tempo"
para se divertir e, muito menos, para namorar. Do
outro lado da família está Ester Bogari. À frente
das empresas da família, Ester trata Geórgia como
uma criança destemperada. Faz vista grossa para o
estilo de vida da cunhada para mantê-la sob seu
jugo e distante da administração do banco. |
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A HISTÓRIA DE
"CORPO DOURADO" |
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Uma história de verão.
Uma história de verão que fala do primeiro
amor, da descoberta do corpo, de juventude
dourada desfilando saúde... Esses são apenas
alguns dos ingredientes que compõem a nova
atração do Vale A Pena Ver de Novo, CORPO
DOURADO.
Escrita por Antônio Calmon um autor
consagrado por suas histórias que combinam
em doses maciças ação e juventude, Corpo
Dourado teve a direção geral de Flávio
Colatrello e Marcos Schetchman e estreou na
TV Globo em 12 de janeiro de 1998, há exatos
6 anos, encerrando-se 191 capítulos depois,
em 22 de agosto do mesmo ano.
Sucesso absoluto no horário das 19h, Corpo
Dourado marcou época. Contendo todos os
elementos do folhetim, a trama ganha reforço
com um elenco magistral, nomes então
consagrados – como Cristiana Oliveira, Maria
Luisa Mendonça, Rosamaria Murtinho, Humberto
Martins, Marcos Winter, Lima Duarte, Felipe
Camargo, José de Abreu, Sebastião
Vasconcelos, Ana Rosa, Lucinha Lins, só para
citar alguns – e outros que começavam a
ganhar notoriedade como Giovanna Antonelli,
Danielle Winitz, Mônica Carvalho, Fernanda
Rodrigues, Isabel Filardis, Daniel Ávila
entre outros. |
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A
HISTÓRIA DE "CHOCOLATE COM PIMENTA" |
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A hora da
verdade.
Que a história de Chocolate com Pimenta gira
em torno de Ana Francisca, todo mundo sabe.
Mas o que está em jogo em Ventura não é
apenas o destino da mocinha. Na verdade, o
olhar de Aninha para o mundo à sua volta é
que vai determinar a sorte e o destino de
quase todos os personagens da novela, ela
inclusive!
Ana ficou pobre, é fato, mas também é fato
que ela abriu a caixinha misteriosa de
Ludovico. Nesse presente do falecido não
estavam apenas as receitas mágicas de
chocolate com pimenta, mas também a fórmula
da felicidade. Quando Ludovico aparece para
dizer que o ingrediente mais importante do
bombom é o amor, o que está implícito nesse
recado? Muito simples: que ela só vai ser
feliz no dia em que conseguir se libertar
deste ódio, deste desejo de vingança que a
dominou e que a impede de se desenvolver
como pessoa, e até como a dona de uma nova e
bem sucedida fábrica de chocolate.
E como é que fica a viuvinha? Antes que
vocês perguntem, nós vamos responder. Não, o
amor não paga as contas de ninguém, mas
vocês repararam que quando Jezebel foi aos
tribunais, toda a cidade ficou sabendo quem
armava contra Ana Francisca e quem estava do
lado da verdade? Agora as cartas estão na
mesa e não vai demorar muito para todas as
máscaras, que ainda existem, caírem de vez.
Afinal de contas, todo mundo sabe que é
fácil enganar todo mundo por um certo tempo,
ou uma pessoa só por todo o tempo... Mas
ninguém é capaz de enganar todo o mundo todo
o tempo! |
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A
HISTÓRIA DE "DA COR DO PECADO" |
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Da Cor do
Pecado, ao contar a história de Paco e
Apolo, também questionará se é possível que
um indivíduo consiga apagar seu passado,
assumindo a identidade de outra pessoa e
recomeçar uma nova vida, longe de todos os
ícones e pessoas que fizeram parte de sua
formação. Paco e Apolo, ambos interpretados
por Reynaldo Gianecchini, apresentam uma
inexplicável semelhança física e uma
tremenda diferença de personalidade.
Enquanto Paco é introvertido e cheio de
problemas existenciais, Apolo é cuca fresca
e desinibido. Paco cresceu sozinho numa
mansão luxuosa, já Apolo teve quatro irmãos
com os quais aprendeu a dividir o pouco que
a família tinha. Os dois nunca se
encontraram e nem se encontrarão. Mas o
destino dos dois irá se cruzar no meio de
duas tragédias. |
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A HISTÓRIA DE
"CELEBRIDADE" |
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A musa do verão. Corria o ano de
1988. A beleza de uma jovem estudante chamava a
atenção de todos. Linda e livre, Maria Clara
despertava desejos, inflamava paixões. Wagner
Lopes, seu namorado na época, ele mesmo um
compositor inspirado, acabara de compor uma canção
para ela. “Musa do Verão” estoura no país e, ato
contínuo, no mundo inteiro, com o título
internacional de “Summer Spell”. A canção vira uma
febre contagiosa, e Maria Clara logo é
identificada como o vírus causador desta epidemia.
Negocia-se licenciamento de perfume e produtos de
beleza Summer Spell, e ela se torna a modelo
exclusiva da marca. Com sua imagem espalhada em
outdoors, comerciais de TV e anúncios de revista,
de uma hora para outra sua figura se torna
conhecidíssima. Embalados pelo sucesso retumbante,
Wagner e Maria Clara marcam o casamento. Uma
grande festa é preparada. Seria o ápice de um
conto de fadas se Ubaldo Quintela, um conhecido
boêmio carioca, famoso por suas excentricidades,
não a tivesse estragado tragicamente. No dia do
casamento, Ubaldo invade a cerimônia disposto a
exigir que Wagner Lopes confessasse publicamente
que havia lhe roubado a canção. Tresloucado,
afirmava que a música que transformara Maria Clara
em celebridade era de sua autoria. A confusão se
estabelece. Ubaldo ameaça Wagner com uma arma e,
fora de si, acaba atirando. O compositor morre
diante de centenas de convidados. |
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Falha Nossa |
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