Fique por Dentro

 
INDIGNAÇÃO OU REVOLTA?
 
Eu não sei me revolto ou fico indignado com o que ando ouvindo! Um acidente ocorrido no Brasil. Uma aeronave brasileira, com 154 brasileiros a bordo, aparentemente (porque ainda não foi provado) choca-se no ar com um jato comercial de uma empresa americana, pilotado por pilotos americanos. Antes mesmo de ser ter um relatório OFICIAL, cidadãos dos Estados Unidos já começam a falar mal do Brasil, do controle de tráfego aéreo na Amazônia, e de defeito num produto do avião fabricado no Brasil. É lamentável ver um jornalista da “categoria” de Joe Sharkey falar uma besteira de tão alto nível nas emissoras de televisão americanas. Como um jornalista, que não é especialista no assunto, o controle de tráfego aéreo brasileiro, pode chegar e divulgar tão descabida conclusão sobre algo que ele nem conhece? Como pode essa pessoa, de nacionalidade americana, falar que o controle de tráfego aéreo brasileiro é muito ruim? Será que ele já foi contatado por cidadãos do governo americano para começar a jogar sujeira no ventilador, com o claro objetivo de deixar no ar a dúvida sobre a responsabilidade dos pilotos americanos, colocando assim na mente dos cidadãos americanos que a culpa é dos brasileiros? Como pode uma empresa de táxi aéreo americana como a ExcelAire, afirmar que o problema pode ter sido ocasionado pelo defeito em alguma peça do avião fabricado no Brasil, pela Embraer? Pior ainda, como pode um jornal, o The New York Times, que se diz feito por “profissionais”, publicar algo tão absurdo em suas páginas, dizendo que o problema no acidente pode ter sido causado por um defeito no transponder colocado no avião brasileiro? Inimaginável ouvir tantas palhaçadas na imprensa americana sobre um fato que AINDA não foi esclarecido.

Nosso governo, na figura do nosso presidente Lula, nada fez para rebater as mentiras faladas por cidadãos dos Estados Unidos em seus meios de comunicação, assim como também nada fez para rebater a vergonhosa imposição feita pelo nosso país vizinho, sobre o gás produzido pela Petrobrás fora do Brasil, naquele país ali do lado. Não, nada fez, abaixou as calças e ficou por isso mesmo. Como podemos ouvir tantas besteiras ditas por profissionais que se dizem respeitados, se nem sabem do que estão falando? Como podemos ficar calados quando antes mesmo de existir um relatório oficial, a imprensa americana já começa o seu famoso jogo de difamar as outras pessoas e os outros governos? Nosso ministro sabiamente já repudiou a afirmação do jornalista americano, mas e as outras afirmações, como ficam? Não temos direito de resposta, não temos direito de exigir uma retração pública destas afirmações mentirosas? Nosso governo que fique atento, que acompanhe de perto a análise da investigação das caixas pretas encontradas do vôo da Gol, e que foram enviadas para a empresa Boeing no Canadá, por que se não, eles, alguns desses americanos, poderão até tentar modificar o seu conteúdo com o intuito de defender seus cidadãos, pilotos americanos que podem (digo: podem) ser verdadeiros assassinos de 154 brasileiros. Tomara que não, que tudo não tenha passado de um terrível e lamentável acidente. Mas se forem culpados, que paguem pelos seus crimes, como nossos brasileiros que pagam nas cadeias americanas ao entrar clandestinamente lá.

Nós já vimos do que alguns cidadãos dos Estados Unidos são capazes. Lembram-se do caso do piloto americano que fez um sinal ofensivo às autoridades brasileiras, a Polícia federal? No que deu? Você se lembra? Ele foi libertado sem nem um pedido de desculpas. Experimente fazer isso lá! Você vai ficar preso o resto da vida. O que se pode esperar de alguns cidadãos de um país onde seus governantes aprovam uma lei para torturas, contra todos os tratados mundiais que reprovam esse ato? O que podemos esperar de alguns cidadãos de um país onde seus próprios governantes podem ter conspirado para matar seu presidente, no intuito de atingir seus objetivos de guerrilhas? O que esperar de alguns cidadãos de um país que pode ter criado uma guerra, apenas com o objetivo de invadir outro, e tomar conta de seu governo e de suas reservas petrolíferas? O que esperar de alguns cidadãos de um país que pode ter inventado acusações contra presidentes de outros países apenas para poder derrubá-lo? Viram as reportagens de especialistas sobre os atentados de 11 de setembro? Muitos deles, americanos, acreditam que tudo não passou de uma grande armação do governo para criar motivos suficientes para invasões militares realizadas depois em um outro país. Alguns especialistas afirmam que as torres do World Trade Center foram implodidas com explosivos, e que os atentados foram financiados pelo próprio governo Americano. E o avião que supostamente caiu no Pentágono? Onde foram parar os destroços? E os restos do jato que caiu no meio do mato, o famoso vôo 93 da United? Onde estão os restos da aeronave? Nada foi encontrado. Lembram-se do pouso na Lua, onde até mesmo os próprios americanos acham que foi tudo uma armação do governo, para assim ganhar a corrida espacial contra a Rússia?

Imagine agora, um país, os Estados Unidos, com governantes capazes de aprovar uma lei para torturar pessoas em cadeias, mesmo contra todos os tratados mundiais contra. Um país, os Estados Unidos, capaz de não assinar um tratado mundial de redução de emissão de gases poluentes na atmosfera, mesmo quando todos os outros países já fizeram isso. Um presidente, o dos Estados Unidos, que rasga esse tratado, já assinado por um presidente anterior. Um país, os Estados Unidos, com governantes que podem ter sido responsáveis em matar seus próprios cidadãos, inventado atentados terroristas apenas para criar uma guerrinha particular. Um país, os Estados Unidos, que antes mesmo de saber o resultado de investigações oficiais sobre um acidente aéreo em outro país, já calunia autoridades, produtos e empresas do Brasil. Um país, os Estados Unidos, que exige e cria regras para que se entre nas suas fronteiras, como a nova lei para prevenir o terrorismo, exigida por esta nação na Europa, para vigiar cidadãos europeus que se dirigem para lá, mas que seus cidadãos podem ir e vir livremente a todos os lugares, e ofender autoridades de outros países sem que nenhuma culpa seja infringida sobre essas pessoas. Pior, um país que barra crianças brasileiras de entrarem lá, em passeio a um parque temático, sem nenhum motivo lógico. Um país, os Estados Unidos, que proíbe que outros países tenham e fabriquem armamento nuclear, quando ele mesmo fabrica e tem armas em quantidade suficiente para destruir o planeta mais de cem vezes. Um país, os Estados Unidos, que não revela o conteúdo de uma simples fórmula de refrigerante, a Coca-Cola, usuária de cocaína, o que o torna o maior importador oficial da droga em todo o mundo, mas que exige saber de qualquer forma, detalhes técnicos das descobertas técnicas do nosso país, sobre enriquecimento de urânio, nas Usinas Nucleares do Brasil. Nós sabemos que nossas usinas são de uso estritamente pacífico, mas sob argumentos equivocados, eles exigiram conhecer nossas técnicas, alegando como sempre, razões descabidas.

O que esperar agora? Não tenho dúvidas, em nenhum momento, de que, os Estados Unidos levarão seus pilotos de volta para casa, mesmo que seja atribuída a eles a culpa pelo gravíssimo acidente aéreo, o maior em nosso país. Não tenho dúvida, de que, mais uma vez, o nosso medíocre presidente não fará nada para culpar e condenar os responsáveis. Não tenho dúvidas, de que, os Estados Unidos mais uma vez farão o que sabem fazer de melhor, que é impor a todos os seus argumentos e vontades, mesmo que sem razão, para levar para casa, possíveis criminosos. Nós, como responsáveis que somos não acusaremos ninguém, esperaremos ansiosos o relatório final das investigações sobre o trágico acidente, mas não nos calaremos quanto a injustiças e golpes baixos que possam acontecer contra a nossa pátria. Não seremos omissos sobre os fatos, assim como nosso presidente sempre o foi. Como filho de militar da Aeronáutica, tenho certeza de que nossos oficiais são portadores de inteligência, e de conhecimento amplo sobre as regras de tráfego aéreo. Eles serão precisos em suas conclusões, àquelas as quais deverão ser as únicas respeitadas e publicadas sobre o fato, deixando-se de lado matérias irresponsáveis de meios de comunicação de outros países, que não sabem do que estão falando, e pior, especulando. Devemos desde já colocar também em nossos jornais e televisão, apenas os pronunciamentos das autoridades oficiais responsáveis pelas investigações, e deixar de lado meras suposições sobre o que realmente aconteceu naquele triste dia às 17 horas. Devemos defender nosso país, nossas empresas e nossos cidadãos, coisas que parecem não interessar muito ao nosso presidente. Não podemos nos calar, pois se isso acontecer, nosso país poderá ser em um futuro negro não muito distante, divido em pedacinhos a critério de países que se dizem do primeiro mundo. Já não querem dividir a Amazônia? Já não disseram que ela deveria ser considerada patrimônio da humanidade, e não um território brasileiro? Não temos culpa dos outros países destruírem o que está em seus territórios, de não se importarem com sua vegetação, com seus campos, com sua fauna e flora, mas não podemos de forma alguma, deixar que tomem conta do que é nosso. Afinal de contas, somos ou não somos uma Pátria? Não se esqueçam de que outros países já levaram plantas e espécimes do nosso país, e patentearam lá fora, retirando do nosso território e do nosso povo o direito de explorá-las como nossas. Políticos americanos já querem até que a chefe de estado Condolissa Rice venha ao Brasil resgatar os dois pilotos.

Espero, torço e rezo para que todos os países se unam com um único objetivo, o de garantir regras, leis, julgamento e punição igual para todos, atendendo assim ao bem estar e a igualdade, não só dos Estados Unidos, mas de um único povo, o povo que vive neste grande país chamado Planeta Terra. Por: Cesar Kos

PS: Hoje à noite, depois de publicar esta matéria, em reportagens no Brasil, ouvimos algumas informações de que, pessoas sensatas americanas declararam confiar e elogiaram as autoridades brasileiras, tendo certeza de que tudo será feito como deve ser feito. Que bom! Vamos torcer para que tudo continue assim, e que essas sejam as únicas opiniões divulgadas. Ou confiamos nas nossas autoridades e na lei que rege todos os fundamentos da nossa vida, ou...

 
A MATÉRIA COMPLETA DE JOE SHARKEY
 
03/10/2006 - Bem acima da Amazônia, uma batida e um céu vazio. Joe Sharkey em São José dos Campos, Brasil. Era um vôo confortável, rotineiro. Com o quebra-sol da janela fechado, eu estava descansando em meu assento de couro a bordo de um jato executivo de US$ 25 milhões, voando a mais de 11 mil metros acima da vasta floresta tropical Amazônica. Cada um dos sete a bordo do jato para 13 passageiros estava na sua. Sem aviso, eu senti um solavanco e ouvi uma forte batida, seguida por um silêncio assustador, exceto pelo zunido dos motores. E então vieram as três palavras que nunca esquecerei. "Fomos atingidos", disse Henry Yandle, um outro passageiro que estava em pé no corredor perto da cabine do jato Legacy 600 da Embraer. "Atingidos? Pelo quê?" me perguntei. Eu levantei o quebra-sol. O céu estava claro; o sol baixo no céu. A floresta tropical parecia não acabar mais. Mas lá, na extremidade da asa, se encontrava uma aresta dentada, talvez de 30 centímetros de altura, onde uma winglet (ponta da asa) de 1,5 metro devia estar. E assim começaram os mais angustiantes 30 minutos da minha vida. Me diriam várias vezes nos dias seguintes que ninguém jamais sobreviveu a uma colisão no ar. Eu tinha sorte de estar vivo - e apenas posteriormente é que tomaria conhecimento de que 155 pessoas, a bordo do Boeing 737 em um vôo doméstico que aparentemente se chocou conosco, não estavam. Os investigadores ainda estão tentando descobrir o que aconteceu, e como - por algum milagre - nosso jato menor conseguiu se manter no ar enquanto o 737 que era mais longo, mais largo e três vezes mais pesado caiu do céu verticalmente. Mas às 15h59 da tarde da última sexta-feira, tudo o que pude ver, tudo o que sabia, era que parte da asa tinha sido perdida. E estava claro que a situação piorava rapidamente. A borda da asa estava perdendo rebites e começando a se desfazer. Surpreendentemente, ninguém entrou em pânico. Os pilotos calmamente começaram a estudar seus controles e mapas em busca de sinais de um aeroporto próximo ou, pela janela, um lugar para pousar. Mas à medida que os minutos passavam, o avião continuava a perder velocidade. Àquela altura todos nós sabíamos que a situação era grave. Eu me perguntava quão dolorida seria uma aterissagem - um termo otimista para queda. Eu pensei na minha família. Não havia sentido em tentar telefonar com meu celular - não havia sinal. E à medida que nossas esperanças diminuíam, alguns de nós escreveram bilhetes para esposas e entes queridos e os colocaram nas carteiras, na esperança de serem encontrados posteriormente. Eu estava concentrado em notas diferentes quando o vôo teve início. Eu escrevo semanalmente a coluna "On the Road" para a seção de viagem de negócios do "New York Times", publicada às terças-feiras, há sete anos. Mas eu estava no Embraer 600 para um artigo freelance para a revista "Business Jet Travel". Os demais passageiros incluíam executivos da Embraer e de uma empresa de vôos charter chamada ExcelAire, a nova dona do jato. David Rimmer, o vice-presidente sênior da ExcelAire, me convidou para pegar uma carona para casa no jato que sua empresa tinha acabado de adquirir na sede da Embraer aqui. E a viagem até então tinha sido boa. Minutos antes da colisão, eu fui até a cabine para conversar com os pilotos, que disseram que o avião estava voando perfeitamente. Eu li o mostrador que apontava nossa altitude: 37 mil pés (11.277 metros). Então o choque, que também arrancou parte da cauda de nosso avião. Imediatamente após, não houve muita conversa. Rimmer, um homem grande, estava debruçado no corredor à minha frente olhando pela janela para a asa danificada. "Quão ruim ela está?" eu perguntei. Ele se voltou para mim com olhar firme e disse: "Eu não sei". Eu vi a linguagem corporal dos dois pilotos. Eles pareciam soldados de infantaria trabalhando em uma situação difícil, como foram treinados a fazer. Nos 25 minutos seguintes, os pilotos, Joe Lepore e Jan Paladino, analisaram seus instrumentos à procura de um aeroporto. Nada aparecia. Eles enviaram um pedido de socorro, que foi recebido por uma avião de carga em alguma parte da região. Não houve contato com nenhum outro avião e certamente não com um 737 no mesmo espaço aéreo. Lepore então avistou uma pista em meio à mata escura. "Eu consigo ver um aeroporto", ele disse. Eles tentaram contatar a torre de controle, que era de uma base militar escondida Amazônia adentro. Ele fizeram uma curva acentuada para reduzir a pressão na asa. Enquanto se aproximavam da pista, eles receberam o primeiro contato do controle de tráfego aéreo. "Nós não sabíamos qual era a extensão da pista ou se tinha algo nela", disse Paladino posteriormente, naquela noite na base do Cachimbo na floresta. A descida foi brusca e rápida. Eu assisti os pilotos lutarem com a aeronave porque muitos dos controles automáticos tinham se perdido. Eles conseguiram parar o avião restando ainda um bocado de pista. Nós cambaleamos para a saída. "Bela pilotagem", eu disse aos pilotos ao passar por eles. Na verdade, eu inseri uma palavra impublicável entre "bela" e "pilotagem". "Ao seu dispor", disse Paladino com um sorriso nervoso. Posteriormente naquela noite, eles nos serviram cerveja gelada e comida na base militar. Nós especulamos interminavelmente sobre o que causou o impacto. Um balão meteorológico desgarrado? Um caça militar cujo piloto ejetou? Um avião nas proximidades que explodiu, lançado destroços contra nós? Seja qual fosse a causa, ficou claro que estivemos envolvidos em uma colisão no ar da qual nenhum de nós devia ter sobrevivido. Em um momento de humor negro no quartel onde dormiríamos, eu disse: "Talvez a gente esteja realmente morto e isto seja o inferno -revivendo papos furados de faculdade com uma lata de cerveja pela eternidade". Por volta das 19h30, Dan Bachmann, um executivo da Embraer e o único entre nós que falava português, veio à mesa na sala com notícias do escritório do comandante. Um Boeing 737 com 155 pessoas a bordo tinha desaparecido no local onde fomos atingidos. Antes daquele momento, nós todos estávamos brincando e rindo do apuro do qual escapamos. Nós éramos os 7 da Amazônia, vivendo agora um tempo precioso que não mais nos pertencia, mas que de alguma forma tínhamos adquirido. Nós nos encontraríamos anualmente para narrar que uso fizemos deste tempo. Em vez disso, naquele momento nós baixamos nossas cabeças em um longo momento de silêncio, com o som de lágrimas abafadas. Ambos os pilotos, com extensa experiência em jatos executivos, ficaram abalados com a situação. "Se alguém devia ter caído deveria ter sido nós", ficava repetindo Lepore, 42 anos, de Bay Shore, Nova York. Paladino, 34 anos, de Westhampton, Nova York, mal conseguia falar. "Eu estou tentando digerir a perda de todas aquelas pessoas. Está realmente começando a doer", ele disse. Yandle lhe disse: "Vocês são heróis. Vocês salvaram nossas vidas". Eles sorriram de forma abatida. Estava claro que o peso de tudo aquilo permaneceria com eles para sempre. No dia seguinte, a base estava repleta de autoridades brasileiras investigando o acidente e dirigindo as operações de busca pelo 737, que um oficial me disse que se encontrava em uma área a menos de 160 quilômetros ao sul de onde estávamos, mas cujo acesso só era possível abrindo densa mata à mão. Nós também tivemos acesso ao nosso avião, que estava sendo estudado minuciosamente pelos inspetores. Ralph Michielli, vice-presidente de manutenção da ExcelAire e um passageiro do vôo, me levou em um elevador para ver o dano na asa perto da winglet partida. Um painel perto da borda da asa estava separado em mais de 30 centímetros. Manchas escuras perto da fuselagem mostravam que combustível tinha vazado. Partes do estabilizador horizontal na cauda foram esmagadas, um pedaço pequeno estava faltando no elevador esquerdo. Um inspetor militar brasileiro ao lado me surpreendeu com sua disposição de conversar, apesar das limitações da conversa devido ao seu fraco inglês e meu português inexistente. Ele especulava sobre o que tinha acontecido, mas foi isto o que ele disse: ambos os aviões estavam, inexplicavelmente, na mesma altitude e no mesmo espaço no céu. Os pilotos do 737 a caminho do sudeste avistaram nosso Legacy 600, que estava voando para noroeste rumo a Manaus, e fizeram uma manobra evasiva frenética. A asa do 737 -se precipitando no espaço entre nossa asa e a cauda alta, nos atingiu duas vezes, e o avião maior mergulhou em sua espiral fatal. Soava como uma situação impossível, reconheceu o inspetor. "Mas eu acho que foi isto o que aconteceu", ele disse. Apesar de ninguém ainda ter dito ao certo como o acidente ocorreu, três outros oficiais brasileiros me disseram que foram informados que ambos os aviões estavam na mesma altitude. Por que eu - o passageiro mais próximo do impacto - não ouvi nenhum som, nenhum barulho de um grande 737? Eu perguntei a Jeirgen Prust, o piloto de teste da Embraer. Isto ocorreu no dia seguinte, quando fomos transferidos da base em uma aeronave militar para a sede da polícia em Cuiabá. Foi lá que as autoridades estabeleceram a jurisdição e onde pilotos e passageiros do Legacy 600, incluindo eu, seríamos interrogados até o amanhecer por um intenso comandante da polícia e seus tradutores. Prust pegou uma calculadora e digitou, imaginando o tempo disponível para ouvir o barulho de um jato vindo na direção de outro jato, cada um voando a mais de 800 km/h em direções opostas. Ele me mostrou os números. "É bem menos do que uma fração de segundo", ele disse. Ambos olhamos para os pilotos desabados nos sofás do outro lado da sala. "Eles e aquele avião salvaram nossas vidas", eu disse. "Segundo meus cálculos", ele concordou. Eu posteriormente pensei que talvez o piloto do avião comercial brasileiro tenha salvo nossas vidas, devido ao seu reflexo rápido. Pena que seus próprios passageiros não poderiam dizer o mesmo. Na sede da polícia, nós fomos obrigados a escrever em uma folha de papel nossos nomes, endereços, datas de nascimento, ocupações e escolaridade, além do nome de nossos pais. Também fomos obrigados a passar por um exame com um médico de cabelo comprido, que vestia uma avental que chegava quase à sua canela. Nós fomos obrigados a nos despir até a cintura para fotografias de frente e costas. Isto, explicou o médico, cujo nome eu não entendi mas que se descreveu como um "médico perito", era para provar que não tínhamos sido torturados. O humor negro voltou apesar de nossas tentativas de contê-lo. "Este sujeito é um legista", me explicou Yandle posteriormente, "eu acho que isto significa que nós estamos realmente mortos". Mas os risos agora desapareceram, ao nos lembrarmos constantemente dos corpos ainda não recuperados na selva, e como suas vidas e as nossas se cruzaram, literal e metaforicamente, por uma terrível fração de segundo. Tradução: George El Khouri Andolfato
 
A HISTÓRIA DE "MULHERES DE AREIA"
 
O jovem Marcos Assunção está de volta à cidade litorânea de Pontal D'Areia para auxiliar nos negócios da família. O rapaz conhece e se apaixona pela doce Ruth, filha de uma família de pobres pescadores, mas acaba envolvido por Rachel, a irmã gêmea de Ruth. As irmãs são gêmeas idênticas, mas de personalidades opostas. Enquanto Ruth ama de verdade Marcos, Rachel ambiciona sua posição e fortuna, e mantem o seu relacionamento amoroso com Wanderley, um mau-caráter. Quem percebe tudo isso é o doente mental Tonho da Lua, famoso por esculpir mulheres nas areias da praia, o protegido de Ruth, e que sofre com a perseguição e maldades de Rachel. Mas Rachel tem que enfrentar Virgílio Assunção, o pai de Marcos, que não aceita o namoro. Virgílo, um homem prepotente e inescrupuloso, é o vice-prefeito e dono do maior hotel da cidade. Seu sonho é fazer de Pontal D'Areia um centro turístico, mas tem que lidar com o prefeito da cidade, o ambientalista Breno, que proibe banhos de mar ante à poluição perigosa. A população da cidade fica dividida, e Breno tem uma forte aliada, Tônia, uma comerciante local. Para desmoralizar Breno, Virgílio põe espantalhos nas praias, simbolizando o prefeito que assusta os turistas. Mas Virgílio também tem que enfrentar problemas dentro de sua casa. Malu, a filha rebelde, o culpa pela morte do noivo, e vive a provocá-lo. Até que a moça conhece o vaqueiro Alaôr, um homem rude, e muda o seu alvo. Alaôr tenta a todo custo domar as impetuosidades de Malu. Enquanto isso, Ruth sofre calada com o casamento da irmã Rachel, mesmo sabendo que ela está com Marcos só por interesse. A história tem uma reviravolta quando Rachel é dada como morta e Ruth assume a sua personalidade, para ficar ao lado do homem que ama. Mas Rachel não morreu, e planeja a sua volta e a vingança contra a irmã que tomou o seu lugar.

VER A PÁGINA DA NOVELA: Mulheres de Areia

 
A HISTÓRIA DE "BRAVA GENTE"
 
Novela da Globo - de 26 a 29 de dezembro de 2000 e a partir de 27 de março de 2001 - 53 episódios - Adaptações de contos e peças nacionais ou internacionais, assinadas por diferentes roteiristas e diretores e interpretados por um elenco variado, com produção do Núcleo Guel Arraes, que retomam a linha evolutiva dos Casos Especiais. Em dezembro de 2000 o Brava Gente estreou como especial de fim de ano, em oito episódios exibidos em quatro dias. A partir de março de 2001, passou a fazer parte da grade de programação da Rede Globo, indo ao ar às terças-feiras, em episódios de 30 minutos de duração. A marca registrada do programa é a diversidade de gêneros, assegurada pelo estilo de cada diretor. Jorge Fernando, por exemplo, lançou mão de sua experiência no humorístico Sai de Baixo e gravou cenas de comédia assistidas por uma platéia, em Um Edfício Chamado 200. Kátia Lund e Fernando Meirelles filmaram em película Palace II, capítulo do livro Cidade de Deus, de Paulo Lins. O episódio, em clima de denúncia social, foi ampliado e ganhou versão para o cinema marcada pelo sucesso internacional. Na segunda temporada do programa, que começou em março de 2001, a produção passou a ser dividida entre os núcleos Guel Arraes e Jayme Monjardim. Profissionais e produtores de cinema e vídeo também participaram de alguns episódios, como Lira Paulistana, com direção de Cláudio Torres, da Conspiração Filmes, e Dia de Visita, com produção da Casa de Cinema, de Porto Alegre. Prestando uma homenagem ao aniversário do dramaturgo Nelson Rodrigues, que se estivesse vivo completaria 90 anos, o Brava Gente exibiu nos dias 30 de julho, 6 e 13 de agosto de 2002, três episódios adaptados de contos seus: O Primeiro Pecado, Diabólica e Cachorro. Entre 26/11 e 17/12/2002, o Brava Gente apresentou a série Pastores da Noite, baseada na obra de Jorge Amado. Dividida em quatro episódios, o programa fez parte da programação especial de fim de ano da Globo. Não confundir com o seriado Brava Gente produzido pelo SBT em 1996.
 
A HISTÓRIA DE "O CAFONA"
 
Novela da Globo - 22h - de 24 de março a 29 de outubro de 1971 - 183 capítulos - novela de Bráulio Pedroso - direção de Daniel Filho e Wálter Campos - Sinopse: Gilberto Athayde, um viúvo simples e rude, fez fortuna com uma vendinha de subúrbio que se transformou numa cadeia de supermercados. Mas continuou sendo o homem do povo que sempre foi. Só que agora a grã-finagem disputa sua amizade em função do seu dinheiro. De um lado está Fred da Silva Barros, um milionário falido que há anos tenta concluir a construção do hotel Bela Vista, seu maior investimento e que consumiu quase toda sua fortuna. O empresário tenta empurrar a filha, Malu, para os braços de Gilberto. Do outro lado está a dama da alta sociedade, Beatriz, que apaixona-se pelo cafona milionário e tenta ensinar-lhe boas maneiras. Beatriz é uma mulher madura, desquitada do industrial Gastão Monteiro, preocupada exclusivamente em posar para as capas de revistas como uma das dez mais elegantes das colunas sociais. Do outro lado da história, as curiosas figuras de Rogério, Cacá, Julinho e Lúcia Esparadrapo, liderados pelo guru das praias cariocas: o Profeta. Os jovens cineastas querem fazer o filme "Matou o Marido e Prevaricou com o Cadáver". E unindo os dois mundos está Shirley Sexy, a secretária de Gilberto, eternamente apaixonada pelo patrão, que ela chama carinhosamente de Gigi. Shirley mora numa república hippie em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, e é escolhida para ser a estrela do filme.
 
A HISTÓRIA DE "BAILA COMIGO"
 
Globo - 20h - de 16 de março a 26 de setembro de 1981 - 163 capítulos - novela de Manoel Carlos - direção de Roberto Talma e Paulo Ubiratan - direção geral de Roberto Talma - Helena deu a luz a meninos gêmeos, mas não pôde criá-los ao lado do pai, Joaquim Gama. Entregou um deles a Quim e criou o outro com seu marido, o médico Plínio Miranda. Os gêmeos idênticos, João Victor e Quinzinho, cresceram sem que um soubesse da existência do outro. João Victor, um rapaz sério e dedicado aos negócios da família, foi morar em Portugal com o pai, um rico empresário, casado com Marta, uma mulher fútil e orgulhosa. Quinzinho, de temperamento completamente oposto ao do irmão, trabalha num banco e leva uma vida simples ao lado da mãe Helena, uma mulher sofrida e batalhadora, e do suposto pai, Plínio, agora médico aposentado. A saúde de Quim obriga a família Gama a retornar ao Brasil e faz com que o empresário se interesse pelo paradeiro de seu outro filho, para o desespero de Helena, que se sente culpada por ter abandonado João Victor, e por nunca ter revelado a Quinzinho que ele tinha um irmão. Enquanto mentiras impossibilitam a aproximação dos gêmeos, algumas confusões ocorrem devido à semelhança entre os dois.

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A HISTÓRIA DE "VAMP"
 
Título: Vamp, Horário: 19:00, Data de estréia: 15/07/1991, Canal: Rede Globo, Tipo de programa: Novela, Autoria: Antônio Calmon, Co-Autoria: Tiago Santiago, Vinícius Vianna, Lilian Garcia, Direção: Fábio Sabag, Jorge Fernando, Manguinha, Direção Geral: Jorge Fernando. Sinopse: Jonas Rocha, um capitão reformado e pai de seis filhos, conhece Carmen Maura, uma historiadora viúva que também tem seis filhos. A união dos dois cria uma família numerosa e divertida que tem um inimigo comum: os vampiros da cidade. Natasha é um destes vampiros. Ela vendeu sua alma ao terrível Conde Vladimir Polanski ter sucesso como cantora de rock. Em suas vidas passadas, Jonas e Natasha eram Rocha e Eugênia, um casal apaixonado. Revoltado com esta história, o conde passa a perseguir Natasha e a família do capitão. Também em Armação dos Anjos, moram o vampiro Matoso (pai de Matosinho e Matosão), Jurandir, um bandido que assaltou um gângster por engano e se disfarçou de padre.

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A HISTÓRIA DE "ROQUE SANTEIRO"
 
Título: Roque Santeiro, Horário: 20:00, Data de estréia: 24/06/1985, Canal: Rede Globo, Tipo de programa: Novela, Autoria: Aguinaldo Silva, Dias Gomes, Co-Autoria: Aguinaldo Silva, Colaboração: Marcílio Moraes, Direção: Gonzaga Blota, Jayme Monjardim, Marcos Paulo, Paulo Ubiratan. Sinopse: Luís Roque Duarte, conhecido como Roque Santeiro por sua habilidade em modelar santos, morre ao defender a população de Asa Branca do bandido Navalhada. Santificado pelo povo por este ato, Roque reaparece na cidade para pôr um fim ao mito criado sobre a sua história. A presença do "morto" leva ao desespero o padre Hipólito, o prefeito Florindo Abelha e o comerciante Zé das Medalhas, principal explorador da imagem do santo. O mais preocupado é Sinhozinho Malta, poderoso fazendeiro da região, que vê ameaçado seu romance com a Viúva Porcina. Esta sustentou durante anos uma mentira criada por Sinhozinho de que ela teria sido casada com o santo. Para piorar, Roque fica hospedado na casa dela, despertando o desejo da viúva.

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A HISTÓRIA DE "RAINHA DA SUCATA"
 
Título: Rainha da sucata, Horário: 20:00, Data de estréia: 02/04/1990, Canal do Programa: Rede Globo, Tipo de programa: Novela, Autoria: Alcides Nogueira, Sílvio de Abreu, Direção: Jorge Fernando, Direção Geral: Jorge Fernando. Sinopse: Maria do Carmo transformou o trabalho com ferro-velho em fortuna, trocando uma infância pobre por uma carreira de sucesso. Seu dinheiro atrai Edu, filho de uma família milionária falida, que a desprezava no passado. Eles se casam, despertando o ódio da madrasta de Edu, Laurinha Figueroa, que é apaixonada pelo enteado. Os problemas de Maria do Carmo não param por aí. Seu assistente Renato Maia revela ser um trambiqueiro e a posse do prédio onde funcionam os negócios da empresária é na verdade propriedade da ambiciosa Dona Armênia, que deseja colocar tudo "na chón". Elenco: Aldine Muller - Ângela, André Felipe Mauro - Maneco, Andréa Beltrão - Ingrid de Bresson, Antônio Fagundes - Caio Szymanski, Aracy Balabanian - Dona Armênia, Claudia Ohana - Paula, Cleyde Yáconis - Isabelle de Bresson, Cláudia Raia - Adriana Ross, etc.

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A HISTÓRIA DE "FLORIBELLA"
 
Se a Cinderela fosse uma garota do século 21, como ela se comportaria? Ao invés de esfregar o chão, lavar quilos de roupas e esperar pelo príncipe encantado, ela certamente estaria brigando por um trabalho e por quem gosta, certo! Assim é Flor, protagonista de Floribella. Como qualquer moça de 19 anos, ela tem sonhos que, às vezes, não consegue realizar facilmente. Mesmo assim é o alto astral em pessoa. Alegre e inteligente, mas ao mesmo tempo atrapalhada, não se deixa abalar pelos obstáculos e com muita música, dança e jogo de cintura, enfrenta os desafios da vida. Flor perdeu a mãe, Margarida Valente, muito nova e passou a viver sozinha contando apenas com a ajuda de Titina – que era a melhor amiga de sua mãe - e seu filho Daniel, conhecido pelos amigos como Batuca. Flor acredita que o marido da mãe, um humilde marinheiro chamado Eduardo Miranda, é seu pai, e espera que ele um dia volte do mar para vê-la. O que ela não sabe é que seu verdadeiro pai é Armando Bettencourt, um empresário muito rico e importante falecido recentemente e que era casado com a má e ambiciosa Malva. Armando também era pai de Delfina e Sofia, filhas de Malva. Quando Flor estava para nascer, Malva - sabendo do romance do marido com Margarida - engravidou e, por isso, Armando desistiu de Flor e sua mãe. Um ano depois, Margarida casou-se com Eduardo e nunca chegou a revelar à filha quem era seu verdadeiro pai. Assim, Flor é obrigada a ter vários empregos para sobreviver. Graças a sua personalidade forte e otimista, ela vence todos os obstáculos e só ganha amigos. Durante o seu tempo livre, canta em um grupo musical com Batuca e outros jovens do bairro em que vive: Tati, Juju e Di Caprio. Tudo vai bem, até o dia em que Flor é despejada da pensão onde vive e é obrigada a encontrar com urgência um novo lugar para morar. Se a vida fosse como nos contos de fadas, este seria o momento em que Flor iria para o palácio do príncipe encantado, participaria de um baile e mudaria sua vida para sempre. Mas, nesta versão moderna da fábula da Cinderela, Flor tem que gastar a sola do seu "sapatinho de cristal", ou melhor, do seu tênis colorido, para encontrar o seu "castelo". Que é, na verdade, a mansão dos Fritzenwalden, no Rio de Janeiro, onde ela arranja um trabalho. Lá ela passa a ser assistente da governanta, a alemã Helga Beethoven. Sua principal função é cuidar dos 6 irmãos com idade entre 8 e 25 anos. Os garotos são órfãos e o responsável pela família é o mais velho, Frederico. Para tomar conta dos irmãos e dos negócios da família, Fred foi obrigado a abandonar os estudos na Alemanha e os sonhos também. Transformou-se em um homem severo e rígido, infeliz e resignado com seu destino. Assim como o príncipe que encontrou o sapatinho de cristal, a princesa e a felicidade, Fred redescobre a alegria por causa de Flor. A vida dos mais novos também muda radicalmente com a chegada da moça. Principalmente quando descobrem que nas horas vagas Flor canta num grupo musical e começam a participar da banda sonhando com um futuro diferente do que Frederico imaginou para eles. Tudo se complica quando Malva, madrinha de Frederico e viúva de Armando Bettencourt, fica sabendo que o marido deixou toda a herança para sua filha bastarda, Maria Flor. Então, Malva decide eliminar Flor e casar Frederico de uma vez por todas com sua filha mais velha, a bela e cruel Delfina. No estado emocional em que Frederico se encontra, teria sido fácil para Malva alcançar seu objetivo, mas sempre surge alguma coisa boa que muda o rumo da história. É aí que aparece o amor no nosso conto de fadas moderno. Flor apaixona-se por Frederico e ele por ela. Agora é só acreditar que os finais felizes não acontecem somente nos contos de fadas.

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A HISTÓRIA DE "PEQUENA TRAVESSA"
 
A Pequena Travessa é Júlia, apelido dado carinhosamente a uma garota de cerca de 20 anos, a protagonista desta história. Orfã de mãe, Júlia mora em um conjunto habitacional com o pai, Rafael, e os irmãos mais novos, Antônio e Daniel. Alegre, extrovertida, inteligente e travessa, Júlia é muito querida por todos, especialmente por dois rapazes que cresceram com ela: Caio e Fernando (Mercúrio). Caio herdou do pai uma marcenaria, é um bom garoto e se preocupa em ajudar as pessoas. Mercúrio é ambicioso, sem escrúpulos e líder de uma gangue, que vive envolvida com roubos e tráfico. Os dois são apaixonados por ela. Mas o coração de Júlia realmente balança quando conhece Alberto, um jovem bonito, rico, bom caráter e que acabou de se formar em advocacia. Júlia e Alberto se conhecem em um momento muito difícil: o pai de Júlia, Rafael, foi atropelado e levado às pressas para o hospital. Ela recebe a notícia que seu pai ficou paraplégico. Mercúrio quer falar com ela, mas a moça diz que quer ficar sozinha. Ele insiste, Alberto aparece, então, para livrá-la de Mercúrio. Nesse momento, nasce um grande amor, mas nenhum dos dois têm consciência ainda desse sentimento tão forte. Depois do susto com o atropelamento de Rafael, Júlia decide trabalhar para sustentar a família. Júlia encontra um emprego que lhe é conveniente: office-boy na loja Marcello Fantucci. Mas o dono quer um rapaz para o serviço. Júlia tem a idéia de se passar por homem. Ela se transforma e volta à loja. A partir daí, Júlia vira Júlio. Júlia (como Júlio) começa a trabalhar na loja. Um dia, tem que entregar uma encomenda no escritório de George, um renomado advogado, pai de Alberto. Júlia aproveita e pede um emprego de recepcionista, diz que é para sua irmã. Júlia passa a trabalhar pela manhã no escritório de advocacia e, à tarde, na loja de Marcello, como Júlio. Alberto e Júlia se reencontram no escritório e, com a convivência, começa um grande amor. Débora, a namorada de Alberto, mantém um caso secreto com Hugo. Com seu amante, guarda um segredo: os dois são responsáveis pelo atropelamento de Rafael. Apesar de não gostar de Alberto, Débora faz de tudo para se casar com ele. Só a união dos dois poderia salvar a família de Débora da falência. Maquiavélica, Débora finge estar doente e obriga Alberto a se casar com ela. Com Alberto casado, começa uma disputa pelo amor de Júlia no conjunto habitacional. Caio tenta conquistar seu amor e Mercúrio não dá trégua, chegando até a violência.

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A HISTÓRIA DE "A LUA ME DISSE"
 
Dinheiro na mão é vendaval! Conheça a história das famílias Benate e Bogari. Dinheiro não é problema para nenhum membro da família Bogari. Sócios do Banco Benate Bogari, nunca passaram por dificuldades financeiras. A principal representante da família é Geórgia (Patrycia Travassos), cunhada de Ester Bogari (Zezé Polessa). Rica desde que nasceu, Geórgia sempre teve tudo o que quis. Pode-se dizer que ela vive a vida intensamente. Faz tudo o que tem vontade. Participou de todos os movimentos políticos e culturais de sua geração, até que um dia cansou da vida que levava. Casou-se com Ivan Lago (Cláudio Marzo) e teve dois filhos, Pedro (Rafael Paiva) e Sílvia (Guilhermina Guinle). No entanto, o casamento e o cansaço da juventude duraram o suficiente para o nascimento de seus filhos. Em pouco tempo, Geórgia já estava de volta à sua antiga vida. Ivan também não assumiu as crianças, que acabaram sendo criadas por Memé (Jacqueline Laurence), a governanta da família. Hoje, pode-se dizer que Pedro e Sílvia são modelos de eficiência e responsabilidade graças ao trabalho de Memé. Por uma questão de sobrevivência, passaram a se comportar como adultos cedo demais. Trabalham no Banco da família ao lado de Gustavo (Wagner Moura) e de Ester. Além disso, têm a ingrata função de controlar os gastos da mãe, que sempre peca pelo excesso. Exagera na bebida, joga além da conta, pois para ela a vida é uma festa móvel, que ela arrasta para onde vai. Sempre acompanhada pelo amigo Samovar (Cássio Scapin), uma espécie de bon-vivant, Geórgia não percebe que ele é um grande aproveitador. Seus filhos, ao contrário, sabem exatamente quem ele é. Cuidam da mãe como se ela fosse uma criança, o que faz com que a relação entre eles seja bastante curiosa por causa da inversão de papéis. Esse excesso de zelo pela mãe faz com que Pedro e Sílvia sejam muito sérios e não tenham "tempo" para se divertir e, muito menos, para namorar. Do outro lado da família está Ester Bogari. À frente das empresas da família, Ester trata Geórgia como uma criança destemperada. Faz vista grossa para o estilo de vida da cunhada para mantê-la sob seu jugo e distante da administração do banco.

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A HISTÓRIA DE "CORPO DOURADO"
 
Uma história de verão.
Uma história de verão que fala do primeiro amor, da descoberta do corpo, de juventude dourada desfilando saúde... Esses são apenas alguns dos ingredientes que compõem a nova atração do Vale A Pena Ver de Novo, CORPO DOURADO.
Escrita por Antônio Calmon um autor consagrado por suas histórias que combinam em doses maciças ação e juventude, Corpo Dourado teve a direção geral de Flávio Colatrello e Marcos Schetchman e estreou na TV Globo em 12 de janeiro de 1998, há exatos 6 anos, encerrando-se 191 capítulos depois, em 22 de agosto do mesmo ano.
Sucesso absoluto no horário das 19h, Corpo Dourado marcou época. Contendo todos os elementos do folhetim, a trama ganha reforço com um elenco magistral, nomes então consagrados – como Cristiana Oliveira, Maria Luisa Mendonça, Rosamaria Murtinho, Humberto Martins, Marcos Winter, Lima Duarte, Felipe Camargo, José de Abreu, Sebastião Vasconcelos, Ana Rosa, Lucinha Lins, só para citar alguns – e outros que começavam a ganhar notoriedade como Giovanna Antonelli, Danielle Winitz, Mônica Carvalho, Fernanda Rodrigues, Isabel Filardis, Daniel Ávila entre outros.

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A HISTÓRIA DE "CHOCOLATE COM PIMENTA"
 
A hora da verdade.
Que a história de Chocolate com Pimenta gira em torno de Ana Francisca, todo mundo sabe. Mas o que está em jogo em Ventura não é apenas o destino da mocinha. Na verdade, o olhar de Aninha para o mundo à sua volta é que vai determinar a sorte e o destino de quase todos os personagens da novela, ela inclusive!
Ana ficou pobre, é fato, mas também é fato que ela abriu a caixinha misteriosa de Ludovico. Nesse presente do falecido não estavam apenas as receitas mágicas de chocolate com pimenta, mas também a fórmula da felicidade. Quando Ludovico aparece para dizer que o ingrediente mais importante do bombom é o amor, o que está implícito nesse recado? Muito simples: que ela só vai ser feliz no dia em que conseguir se libertar deste ódio, deste desejo de vingança que a dominou e que a impede de se desenvolver como pessoa, e até como a dona de uma nova e bem sucedida fábrica de chocolate.
E como é que fica a viuvinha? Antes que vocês perguntem, nós vamos responder. Não, o amor não paga as contas de ninguém, mas vocês repararam que quando Jezebel foi aos tribunais, toda a cidade ficou sabendo quem armava contra Ana Francisca e quem estava do lado da verdade? Agora as cartas estão na mesa e não vai demorar muito para todas as máscaras, que ainda existem, caírem de vez. Afinal de contas, todo mundo sabe que é fácil enganar todo mundo por um certo tempo, ou uma pessoa só por todo o tempo... Mas ninguém é capaz de enganar todo o mundo todo o tempo!

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A HISTÓRIA DE "DA COR DO PECADO"
 
Da Cor do Pecado, ao contar a história de Paco e Apolo, também questionará se é possível que um indivíduo consiga apagar seu passado, assumindo a identidade de outra pessoa e recomeçar uma nova vida, longe de todos os ícones e pessoas que fizeram parte de sua formação. Paco e Apolo, ambos interpretados por Reynaldo Gianecchini, apresentam uma inexplicável semelhança física e uma tremenda diferença de personalidade. Enquanto Paco é introvertido e cheio de problemas existenciais, Apolo é cuca fresca e desinibido. Paco cresceu sozinho numa mansão luxuosa, já Apolo teve quatro irmãos com os quais aprendeu a dividir o pouco que a família tinha. Os dois nunca se encontraram e nem se encontrarão. Mas o destino dos dois irá se cruzar no meio de duas tragédias.

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A HISTÓRIA DE "CELEBRIDADE"
 
A musa do verão. Corria o ano de 1988. A beleza de uma jovem estudante chamava a atenção de todos. Linda e livre, Maria Clara despertava desejos, inflamava paixões. Wagner Lopes, seu namorado na época, ele mesmo um compositor inspirado, acabara de compor uma canção para ela. “Musa do Verão” estoura no país e, ato contínuo, no mundo inteiro, com o título internacional de “Summer Spell”. A canção vira uma febre contagiosa, e Maria Clara logo é identificada como o vírus causador desta epidemia. Negocia-se licenciamento de perfume e produtos de beleza Summer Spell, e ela se torna a modelo exclusiva da marca. Com sua imagem espalhada em outdoors, comerciais de TV e anúncios de revista, de uma hora para outra sua figura se torna conhecidíssima. Embalados pelo sucesso retumbante, Wagner e Maria Clara marcam o casamento. Uma grande festa é preparada. Seria o ápice de um conto de fadas se Ubaldo Quintela, um conhecido boêmio carioca, famoso por suas excentricidades, não a tivesse estragado tragicamente. No dia do casamento, Ubaldo invade a cerimônia disposto a exigir que Wagner Lopes confessasse publicamente que havia lhe roubado a canção. Tresloucado, afirmava que a música que transformara Maria Clara em celebridade era de sua autoria. A confusão se estabelece. Ubaldo ameaça Wagner com uma arma e, fora de si, acaba atirando. O compositor morre diante de centenas de convidados.

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